Censo 2022: Pará está próximo de concluir Pesquisa de Entorno

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O IBGE está prestes a concluir, em todo o país, a Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, uma das etapas fundamentais para o planejamento da coleta domiciliar do Censo Demográfico 2022, que vem sendo realizada desde o dia 20 de junho. No Pará, até a última segunda-feira (11), quase 90% do levantamento já estava concluído.

O IBGE tinha como meta inicial a conclusão da Pesquisa de Entorno nesta terça-feira, 12. Porém, de acordo com o coordenador técnico estadual do Censo, Luiz Cláudio Martins, já era previsto que, em alguns estados, como o Pará, com características geográficas peculiares, como grandes distâncias e locais que dependem de acesso por via fluvial, fosse necessário um tempo maior para conclusão do trabalho. “Até o momento (final da manhã de segunda, 11), estamos com 87,4% dos setores censitários do Pará finalizados. E, daqui para frente, será bem mais rápido”, aposta Martins.

O chefe da Unidade do IBGE no Pará, Rony Helder Cordeiro, lembra que, em todo o Pará, o IBGE conta com 606 Agentes Censitários Supervisores (ACS), sendo 272 desses só na Região Metropolitana de Belém, realizando a Pesquisa de Entorno. “Os trabalhos vem sendo empreendidos sem incidentes. E, a partir de agora, continuaremos até concluir 100% dos setores no estado”, disse Cordeiro.

É na Pesquisa de Entorno que o IBGE traça um panorama da infraestrutura urbana do país, registrando a existência ou não de itens fundamentais no aparelhamento urbano, como capacidade das vias públicas, arborização, calçamento, acesso a rampas para cadeirantes etc. É também quando são checados os mapas a serem utilizados pelos recenseadores na coleta domiciliar (a partir de 1 de agosto).

Para viabilizar essa operação, o IBGE dividiu cada município do país em “setores censitários”, áreas menores com cerca 250 a 350 domicílios. No Pará, foram identificados 8.349 setores censitários, sendo 3.562 (42,7% do total) só na Região Metropolitana de Belém (RMB).

Brasil – prazos

O gerente de Regionalização e Classificação Territorial do IBGE, Maikon Roberth de Novaes, servidor lotado na sede nacional do IBGE (RJ) explica que, para cada segmento de rua, o agente censitário preenche um questionário com dez quesitos, identificando, por meio de observação, a capacidade da via, se ela é pavimentada, se há bueiro/boca de lobo, se há a iluminação pública, se há pontos de ônibus/van, sinalização para bicicletas, calçada, presença de obstáculo na calçada, rampas para cadeirante e arborização, entre outros.

De acordo com Maikon, entre as causas da não totalização da pesquisa de entorno dentro do prazo inicial traçado pelo órgão (12 de julho), são apontadas dificuldades devido a chuvas, inundações ou desastres ambientais enfrentadas pelos agentes do IBGE, em vários estados. Há ainda uma parte de setores censitários do país que será mapeada somente durante a coleta domiciliar, como nos territórios quilombolas e indígenas, por exemplo.

Maikon Novaes lembra ainda que, pela primeira vez, as informações do entorno estão sendo coletadas em “aglomerados subnormais” (como são chamadas favelas, invasões, entre outras denominações regionais para áreas labirínticas, densas ou de difícil acesso, existentes na maior parte das cidades do Brasil), o que também demanda mais tempo para a realização do levantamento.

Quesitos

A Pesquisa de Entorno foi realizada, pela primeira vez, no Censo Demográfico de 2010. Para o Censo de 2022, foi criado um questionário com dez quesitos, sendo três inéditos (não investigados no Censo 2010, nem na PNAD). Os quesitos atuais são: Capacidade da via; Pavimentação da via; Bueiro/boca de Lobo; Iluminação pública; Ponto de ônibus/van (inédito!); Via sinalizada para bicicletas (inédito!); Existência de calçada; Obstáculo na calçada (inédito!); Rampa para cadeirante; Arborização.

Com informações da assessoria