IBGE divulga Pesquisa Anual do Comércio para o ano de 2019

O Pará foi destaque na região Norte representando mais de 30% do total da receita bruta regional frente aos demais estados

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um novo relatório da Pesquisa Anual de Comércio (PAC). Nessa publicação, foram comparados os dados de 2019 com os de 2010 das empresas que atuam no “comércio de veículos, peças e motocicletas”; “comércio por atacado” ou “comércio varejista” de todo o país. O Pará é o principal destaque da região Norte, com 36,6% da receita bruta de revenda gerada pelo setor em toda a região. No último ano da pesquisa, o segmento que mais se destacou no Pará foi o comércio varejista.

Ainda no que se refere à receita bruta de revenda, também são destaques na região Norte os estados do Amazonas, que fechou 2019 representando 24,8% de participação da receita da região; e Tocantins, que fechou a década do estudo com 13,2%. Sobre o comportamento desses primeiros três estados da região, a pesquisa aponta que o setor comercial do Pará e do Tocantins apresentaram crescimento. O primeiro (Pará) passou de 35,2% de participação da receita da região, em 2010, para 36,9% de participação, em 2019. Tocantins, por sua vez, representava 6,1% da receita regional, em 2010. Porém, ao final da década, já era responsável por 13,2% de representatividade no contexto regional. Já o Amazonas apresentou queda de 31,7% (2010) para 24,8% (2019).

Pará, em 2019: comércio varejista teve destaque

O IBGE também comparou o comportamento dos três segmentos pesquisados (comércio varejista; comércio por atacado; comércio de veículos, peças e motocicletas) com base em cinco categorias de análise: receita bruta de revenda e de comissões de vendas; margem de comercialização; salários e retiradas e outras remunerações; pessoal ocupado; e unidades locais com receita de revenda. Nessa comparação, cujo recorte foi o ano de 2019, o comércio varejista aparece em primeiro lugar em quatro das cinco categorias.

O principal destaque para o comércio varejista paraense, em 2019, foi quanto às unidades locais com receita de revenda. Das 10.505 unidades locais de empresas atuando no setor comercial no Pará, em 2019, 73,4% era do segmento “comércio varejista” (um total de 7.712 empresas). Apenas 18,1% (1.904 unidades locais) eram de comércio por atacado e 8,5% (889 unidades) eram de comércio de veículos, peças e motocicletas.

Em 2019, o Pará tinha 117.069 pessoas ocupadas no setor comercial. Desse total de quantidade de pessoal ocupado, 73,3% era do comércio varejista (85.861 pessoas), 18,7% do comércio por atacado (21.901 pessoas) e 8% (9.307 pessoas) do comércio de veículos, peças e motocicletas empregava.

No Pará, R$ 2,7 bilhões foram usados para pagar salários, retiradas e outras remunerações por empresas do setor comercial, em 2019. Desse total, o segmento do comércio varejista foi responsável por 64,5% do pagamento de salários, um total de R$ 1,7 bilhões. O comércio por atacado foi responsável por 24,6% (quase R$ 666 milhões) e o comércio de veículos, peças e motocicletas participou com 10,9% (R$ 296,5 milhões).

Em relação à margem de comercialização (resultado do esforço de venda das mercadorias menos o custo de aquisição das mercadorias pelas empresas), o Pará alcançou R$ 12 bilhões em 2019. Mais uma vez, o segmento que teve mais peso nesse total foi o comércio varejista com 49,4% (R$ 5,9 bilhões). O comércio por atacado teve 43% (R$ 5,1 bilhões), enquanto o comércio de veículos, peças e motocicletas teve 7,6% (R$ 912,6 milhões).

Já quanto à receita bruta de revenda e de comissões sobre venda foi o comércio por atacado quem mais se destacou, com 51,7% (R$ 32,8 bilhões) do total no Pará (R$ 63,5 bilhões), em 2019. O comércio varejista ficou em segundo lugar com 39,1% de participação (R$ 24,8 bilhões) e o comércio de veículos, peças e motocicletas teve 9,2% (5,8 bilhões).

Pará, de 2010 para 2019

Analisando o comportamento do setor comercial paraense dentro das cinco categorias da pesquisa, pode-se notar que em 3 delas – receita bruta de revenda e de comissões de vendas; margem de comercialização; salários e retiradas e outras remunerações – os valores saltaram mais que o dobro. Nas categorias “pessoal ocupado” e “unidades locais com receita de revenda” também houve crescimento, apesar de não tão expressivo.

A receita bruta de revenda e de comissões de vendas do Pará que em 2010 era de R$ 25,8 bilhões passou para R$ 63,5 bilhões em 2019. A margem de comercialização que era de R$ 4,6 bilhões (2010) foi para R$ 12 bilhões (2019). Já o valor destinado a salários e retiradas e outras remunerações era de R$ 1,1 bilhão (2010) e subiu para R$ 2,7 bilhões (2019).

Já no que se refere a pessoal ocupado, o Pará tinha (em 2010) 102.063 pessoas trabalhando em algum dos três segmentos comerciais pesquisados. Em 2019, esse número estava em 117.069 pessoas ocupadas. Quanto ao número de unidades locais com receita de revenda o Pará, em 2010, tinha 9.675 unidades e 10.505 unidades, em 2019.

Os dados da PIA estão disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) por meio do link https://sidra.ibge.gov.br/.